quarta-feira, 7 de março de 2012

FÍSICOS BRASILEIROS EM DESTAQUE NA NATURE

Um estudo que contou com a participação de brasileiros trouxe um avanço importante para a física, publicado nesta quarta-feira (7) pela revista científica “Nature”. A pesquisa foi conduzida por um grupo internacional do Centro Europeu de Pesquisas Nucleares (Cern, na sigla em francês), do qual fazem parte Cláudio Lenz Cesar e Daniel De Miranda Silveira, ambos da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).
Nesse trabalho, os cientistas chegaram à medição mais precisa já feita da antimatéria. Segundo a teoria mais aceita na física, antimatéria e matéria existiam na mesma quantidade nos primórdios do Universo, e a antimatéria sumiu misteriosamente no processo. Estudos como esse podem explicar, inclusive, por que a matéria existe.
A descoberta ainda não é suficiente para chegar a nenhuma conclusão, mas foi considerada um grande salto para os estudos na área. “Esse resultado agora é de baixíssima precisão, com microondas, mas é a prova de princípio que podemos estudar os antiátomos”, apontou Cesar.
“Nosso estudo tem como foco o teste de teorias básicas da física e com grandes implicações sobre a cosmologia – início do Universo –, pois até agora não sabemos como o Universo terminou só com matéria e nessa quantidade”, confirmou o físico da UFRJ. “Obviamente, qualquer quebra da teoria básica acaba acarretando no futuro novas tecnologias”, prosseguiu o pesquisador, que deu o laser como exemplo de fruto desses avanços da física.
O que o experimento mediu foi o “espectro” – níveis – de energia em átomos de anti-hidrogênio. Pela teoria, matéria e antimatéria seriam opostas e espelhadas. Portanto, o anti-hidrogênio teria que mostrar certas características que já são conhecidas no hidrogênio.
“As leis da física atuais preveem que os níveis de energia no antiátomo e no átomo têm que ser absolutamente iguais. Esse é o objetivo maior de nossa pesquisa: verificar se
são mesmo iguais em precisões que nenhum outro experimento chegou antes”, revelou Cesar.
Quando se encontram, matéria e antimatéria se anulam. Por isso, os átomos de anti-hidrogênio foram submetidos a uma técnica chamada “aprisionamento magnético”, que é feito dentro de uma câmera a vácuo, que permite que a antimatéria seja armazenada por alguns minutos.
FONTE: G1

domingo, 26 de fevereiro de 2012

NEUTRINO MAIS RÁPIDO QUE A LUZ? COMEÇARAM A DESVENDAR O ERRO!

A medição do neutrino que viajou a uma velocidade maior do que a da luz pode ter sido provocada por um erro técnico, informa o site da revista "Science".
A falha estaria em uma má conexão entre um GPS e um computador que são usados para calcular a velocidade com que a partícula percorreu os 730 km que separam a Cern (Organização Europeia de Pesquisa Nuclear), em Genebra, e o laboratório subterrâneo de Gran Sasso, na Itália.
Em 22 de setembro de 2011, a equipe Ópera anunciou que alguns neutrinos haviam feito o trajeto em 60 nanossegundos a menos do que a velocidade da luz.
O anúncio da descoberta causou uma certa agitação no meio científico porque sugeriu que as ideias de Albert Einstein sobre a relatividade, e boa parte da física moderna, se baseavam em uma premissa errônea.
Pelo Twitter, a Cern postou que identificou dois possíveis efeitos que levaram a uma diferença de medição. Um deles poderia superestimar a velocidade e o outro, subestimar. Por isso, a organização disse que novos experimentos serão retomados em maio.
Os cientistas que trabalham no Icarus, outro projeto do Gran Sasso --um laboratório subterrâneo operado pelo Instituto Nacional de Física Nuclear italiano em uma cadeia de montanhas próxima da capital da Itália--, argumentam em novembro de 2011 que suas mensurações da energia dos neutrinos contradiziam a leitura dos colegas.


FONTE: FOLHAONLINE

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Após 50 medalhas, jovem do interior de SP obtém vaga em Harvard

Veja a reportagem abaixo! Servirá como estímulo para muitos talentos que temos no Brasil, porém não recebem o devido tratamento. Mais uma vez repito: DEDICAÇÃO É A PALAVRA CHAVE!

Gustavo Haddad Braga, 17, passou nos concorridos vestibulares do ITA (Instituto Tecnológico de Aeronáutica) e de medicina da USP, mas desistiu dos cursos.
O motivo: garantiu uma vaga para estudar na Universidade Harvard, mais prestigiada universidade dos EUA.
Até agora, ele é o primeiro brasileiro selecionado para o segundo semestre de 2012. A instituição tem nove brasileiros cursando a graduação.
Morador de São José dos Campos, no interior paulista, Gustavo já ganhou cerca de 50 medalhas em olimpíadas de conhecimento --de linguística a matemática.
Em 2011, foi o primeiro brasileiro a ganhar a Olimpíada Internacional de Física, realizada na Tailândia.
O jovem disse que "gabaritou" a prova de matemática, física e química do SAT (teste usado no processo seletivo de universidades americanas). No SAT de conhecimentos em inglês, tirou 2.350 pontos dos 2.400 possíveis.
O filho de engenheiros químicos, que é fã do físico Stephen Hawking e se diz autodidata em inglês, rejeita o título de "nerd". "Estudo mais tempo que o normal, mas jogo bola, saio, vou ao cinema", afirma ele, que era bolsista de um colégio particular.
A seleção incluiu histórico escolar e cartas de recomendação de professores.
Gustavo ainda não escolheu qual curso vai seguir. "Provavelmente relacionado a física, talvez engenharia". Em Harvard, a opção é feita durante a graduação.
Reportagem:folhaonline

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

FELIZ NATAL E FÉRIAS

Desejo a todos os visitantes um feliz natal e um próspero ano novo! Que o ano de 2012 seja cheio de esperança e muito amor, além é claro que todos os seus desejos se realizem. Não vamos esquecer o real sentido do natal: nascimento de cristo, nascimento de amor em todos os corações!

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

PARTICULA ELEMENTAR QUASE CERTA

Os físicos que buscam o misterioso bóson de Higgs acreditam ter localizado o lugar onde se esconde o elemento que falta ao quebra-cabeças das partículas elementares, anunciaram nesta terça-feira (13), em Genebra, os pesquisadores do Centro Europeu de Pesquisa Nuclear (Cern).
"Ainda é muito cedo para tirar conclusões definitivas. Precisamos de mais dados, mas estabelecemos sólidas fundações para os apaixonantes meses pela frente", declarou Fabiola Gianotti, chefe da experiência Atlas no Grande Colisor de Hádrons (LHC), em um seminário do Cern, transmitido pela internet.
Duas experiências separadas - o Atlas e o CMS - têm feito buscas independentes pelo bóson de Higgs com aceleradores de partículas como o LHC. No seminário, os chefes do Atlas e do CMS afirmaram ter encontrado "picos" em uma mesma massa: de 124 a 125 giga elétron-volts (GeV). Ou seja, este é provavelmente o endereço do tesouro que os cientistas tanto buscam.


Fonte: UOL.