domingo, 22 de abril de 2012

CINEMA 3D


Já assistiu a um filme em 3D? O que isso significa?
Quando falamos em 3D, estamos nos referindo às três dimensões: comprimento, largura e profundidade. Em um filme comum, conseguimos ver uma imagem bidimensional, já que a profundidade não é percebida. Já em um filme 3D, todos os objetos, cenários e constituintes do filme podem ser visualizados tridimensionalmente, como se fossem reais e se movimentassem ao nosso redor.
Para entender como funcionam os Cinemas 3D, é de suma importância entender como nosso cérebro enxerga as três dimensões. 
 
A visão em três dimensões (também chamada de esterioscópica) depende do fato de possuirmos dois olhos (ou seja, termos uma visão binocular). Você pode verificar que, ao fechar um de seus olhos, perderá grande parte da noção das distâncias entre os objetos. Isso ocorre porque os dois olhos captam a imagem do mesmo objeto de posições diferentes, devido à distância entre os olhos, ou seja, existe um desvio entre as imagens. Essas duas imagens são superpostas no cérebro, o que dá a sensação de tridimensionalidade. Uma pessoa que perde a visão de um dos olhos perde também um pouco da noção de espacialidade (é importante ressaltar que existem outros fatores que contribuem para a formação da percepção das dimensões).


O truque usado nos filmes 3D está em simular a natureza binocular da visão humana, criando duas imagens para uma mesma cena, utilizando-se para isso duas câmeras ou uma câmera com duas lentes. Além dessa mudança na filmagem, é necessário também algumas modificações na exibição, como, por exemplo, as imagens diferentes gravadas pelas lentes ou câmeras devem estar sincronizadas e a angulação deve assegurar que o que um olho enxerga o outro não vê. Para que isso seja possível, existem os óculos especiais para assistir a filmes em 3D, que tem a capacidade de filtrar essas imagens. 



 As imagens 3D das TVs e cinema podem existir em três formatos diferentes: anáglifo, polarizado ou Parallax.

3D Anáglifo (óculos com lentes coloridas, azul e vermelho): as imagens anáglifas incluem duas camadas de cor numa única tira do filme reproduzida por um projetor, sendo uma das camadas vermelha e a outra azul. As duas imagens, que possuem diferenças de perspectiva, são projetadas na tela simultaneamente, sendo uma imagem para cada olho. Para enxergá-la, é necessário utilizarmos um óculos com uma lente vermelha e a outra azul. Seu cérebro combina as imagens levando à percepção de uma imagem única e tridimensional. O esquema ao lado ilustra como ocorre essa formação. Apesar de bastante utilizado, nesse formato a coloração da "imagem final" não é precisa, e há relatos que esta tecnologia causa dores de cabeça, lesões oculares e náusea em algumas pessoas.
 
3D de óculos polarizados: esta tecnologia é mais cara que a anterior, no entanto não altera as cores originais dos filmes. Ela é baseada na polarização, e os óculos são feitos com lentes escuras. Aqui também é necessária a utilização de duas câmeras, uma que produz imagens para um olho, e outra para o outro olho. As duas imagens produzidas por cada camêra têm perspectiva e polarização distintas, e são projetadas ao mesmo tempo na tela. Os óculos possuem filtros de polaridade, permitindo que cada olho receba uma imagem, como se cada pessoa enxergasse a mesma coisa através de dois diferentes focos. Novamente, o cérebro age enganando nossos sentidos e forma uma terceira imagem (junção das duas anteriores), dando a impressão de profundidade à cena. O esquema ao lado ilustra como ocorre essa formação.


 
Barreira de Parallax (sem óculos):  esse método é o único que não exige um óculos especial. Aqui também existem duas câmeras (ou lentes) que produzem duas imagens com perspectivas diferentes, que são dispostas em uma tela simultaneamente, porém agora entrelaçadas – divididas em faixas verticais e exibidas alternando-se essas faixas. Um filtro, chamado de  “barreira de parallax” possui fendas pequenas e precisas que permitem que cada olho enxergue apenas uma das sequências de faixas, para cada perspectiva. A junção das imagens, feita por seu cérebro, cria a ilusão da tridimensionalidade. O esquema ao lado ilustra essa formação.
Gostou de saber mais sobre o cinema 3D? Que tal pensar qual o próximo filme que você vai curtir com essa tecnologia? Até breve!

 Fonte: clickideia.

sábado, 21 de abril de 2012

Via Láctea tem bilhões de planetas potencialmente 'habitáveis'


Milhões de planetas potencialmente "habitáveis" existem na Via Láctea, onde está a Terra. O anúncio foi feito nesta semana por um grupo de cientistas do Observatório de Ciências do Universo de Grenoble, na França.
Em apenas um conjunto de 102 estrelas do tipo "anãs vermelhas" foram descobertas nove 'super Terras'. Essa é a maneira como são chamados os planetas rochosos com massa um pouco maior que a da Terra. Já "anãs vermelhas" é o apelido das estrelas que são relativamente frágeis e frias se comparadas com o Sol. Elas são muito comuns nas galáxias e representam 80% de todas as estrelas na Via Láctea.
"Nossas novas observações significam que mais ou menos 40% de todas as anãs vermelhas têm uma 'super Terra' em sua zona habitável, onde a água líquida pode existir na superfície do planeta", explicou Xavier Bonfils, coordenador da equipe de pesquisadores. Existindo água, é possível que existam formas de vida.
"Mas as anãs vermelhas são conhecidas por estarem sujeitas a erupções estelares que podem submergir o planeta em uma onda de raios X ou de radiações ultravioletas, tornando a vida menos provável na região", disse Stéphane Udry, do Observatório de Genebra. Portanto resta muito caminho a percorrer para detectar uma hipotética forma de vida extraterrestre.


 Fonte:folhaonline.

quinta-feira, 12 de abril de 2012

Satélite brasileiro estudará buracos negros


O primeiro satélite astronômico brasileiro já teve sua configuração definida. A informação é do cientista responsável pela missão, que está sendo planejada para voar em janeiro de 2017.
"Os instrumentos já estão completamente definidos", diz João Braga, pesquisador do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), em São José dos Campos.
Batizada em homenagem ao físico brasileiro Cesar Lattes (1924-2005), a espaçonave é o ponto culminante do primeiro esforço de desenvolvimento de satélites científicos conduzido pelo Brasil.
Originalmente, o que veio a se tornar a configuração original do Lattes consistia em dois satélites diferentes, um voltado para astrofísica (Mirax) e outro para observação da Terra (Equars).
O planejamento das duas missões, separadas, havia começado em 2000. Contudo, uma mudança estratégica do programa sugeriu a combinação das duas numa só, o que gera uma configuração curiosa: a parte de cima do satélite passará o tempo todo olhando para o céu, enquanto a de baixo estará sempre mirando a Terra.
Os dispositivos das duas missões estarão embarcados na chamada Plataforma Multimissão (PMM), uma espécie de "carcaça de satélite genérica" que pode ser usada para propósitos diferentes.
 Fonte: folhaonline

domingo, 25 de março de 2012

Lixo espacial deixa astronautas de estação em alerta


A tripulação da Estação Espacial Internacional teve de se refugiar em cápsulas de fuga de emergência temendo uma colisão com um pedaço de lixo espacial. O detrito, um pedaço descartado de um foguete russo, foi detectado na sexta-feira, quando já era tarde demais para mover a estação espacial.
A agência espacial americana, a Nasa, afirmou que o detrito não chegou a se aproximar tanto da estação a ponto de constituir uma ameaça, mas acrescentou que foi preciso tomar medidas de precaução.
Foi a terceira vez em doze anos que a Estação Espacial Internacional enfrenta o risco de ser atingida por lixo espacial. Em junho, um detrito chegou a 335 metros da plataforma espacial.
Segundo a agência espacial russa, o pedaço de foguete deste sábado passou a uma distância de 23 quilômetros da estação. 

 


Fonte: BBC Brasil

sexta-feira, 23 de março de 2012

Pesquisadores criam dispositivo invisível a campos magnéticos


Pesquisadores europeus anunciaram a criação de um dispositivo invisível a campos magnéticos estáticos, o que pode ter aplicações práticas na área militar e médica.
Esse avanço consiste na criação de campos magnéticos estáticos gerados por um imã permanente ou por uma bobina atravessada por uma corrente elétrica contínua.
Os campos eletromagnéticos já são utilizados em imagens médicas de ressonância magnética e em muitos sistemas de segurança, como os dos aeroportos.
O dispositivo inventado por Fedor Gomory e colegas da Eslováquia e da Espanha, descrito em uma pesquisa divulgada na edição desta sexta-feira da revista científica "Science", fala de um cilindro com duas camadas concêntricas.
Enquanto a camada interna é feita de um material supercondutor que repele os campos magnéticos, a camada externa é composta por um material ferromagnético que os atrai.
Situado no campo magnético, o cilindro não o perturba e não mostra sombra, nem reflexo.
Portanto, um objeto situado em seu interior não pode ser detectado magneticamente e fica "insensível" ao campo magnético no qual se encontra, explica o co-autor do estudo, Alvaro Sánchez, da Universidade Autônoma de Barcelona, que utiliza o termo "invisibilidade".
"Há muitas aplicações, para carros, barcos ou submarinos", afirma. Sánchez explica que o dispositivo pode ser utilizado para pacientes com marcapasso, sensível às ondas eletromagnéticas, e que precisem de uma imagem de ressonância magnética de um joelho ou de outra parte do corpo, de forma que o resultado não seja distorcido.
Como é fabricado com materiais comercialmente disponíveis e opera sob campos magnéticos relativamente fortes e temperaturas relativamente quentes, o dispositivo pode ser posto em funcionamento facilmente, explicam os autores.
"Para o submarino, é possível fazer uma camada ao redor do mesmo que o converteria em indetectável magneticamente", disse Sánchez.
"Também poderia ser utilizado para proteger os equipamentos (militares e médicos) contra alterações eletromagnéticas", acrescentou.


 
FONTE: folhaonline.