Bem físico quase sempre em movimento, a água pode assumir, em momentos distintos, domínios diferentes dentro de uma mesma bacia hidrográfica, o que explica a dificuldade enfrentada pelo gestor público para conciliar os interesses conflitantes de diferentes esferas de poder. Ao estabelecer dois diferentes domínios dos recursos hídricos no Brasil, a Constituição Federal de 1988 criou um modelo que cria dificuldades para a gestão do uso das águas de mananciais do país centrado na bacia hidrográfica.
A Política Nacional de Recursos Hídricos (Lei 9.433/97) veio para atender ao desafio constitucional de fazer o gerenciamento dos recursos hídricos – processo que ainda requer mudanças, pois a lei não considerou a estrutura federativa e a União não pode ser considerada como o estado grande, que engloba outros estados menores.
Se um aquífero transcende os limites estaduais, isso basta para ser considerado de domínio federal. Além disso, eventuais contaminações que podem ocorrer no meio hídrico não ficam restritas ao local do dano, o que é conseqüência da própria dinâmica das águas. Assim, a poluição de um rio pode atingir as águas subterrâneas interestaduais ou internacionais.
A principal dificuldade no aspecto da gestão dos recursos hídricos no Brasil é o fato de que a extensão dos aquíferos não coincide estruturalmente com a delimitação das bacias hidrográficas superficiais, pois onde termina a formação estrutural de um recurso começa a do outro, o que leva ao desconhecimento da ocorrência e do potencial dos aquíferos.
Em outro ponto, é impossível o gerenciamento de bacia interestadual ou federal sem a participação dos estados, já que sobre o território da bacia hidrográfica incidem também as leis estaduais e municipais, o que demanda a mobilização das forças políticas, institucionais, administrativas, técnicas e financeiras desses entes federativos.
Certamente, a dependência interespacial da água, um quadro legal ineficiente, sobreposição e lacunas institucionais contribuíram para a confusão de situações técnicas e jurídicas, tal como fez a Constituição Federal ao proteger a água superficial como bem da União, atribuindo aos estados e ao Distrito Federal as águas superficiais e subterrâneas.
Fonte: Scientific American Brasil
quarta-feira, 9 de junho de 2010
segunda-feira, 24 de maio de 2010
BOLETIM DE DESEMPENHO PAS 2009
Links para o acesso dos boletins de desempenho do PAS 2009
1º Etapa
https://www.security.cespe.unb.br/pas_09/BoletimDesempenho_2009_1/
2º Etapa
https://www.security.cespe.unb.br/pas_09/BoletimDesempenho_2008_2/
3º Etapa
https://www.security.cespe.unb.br/pas_09/BoletimDesempenho_2007_3/
1º Etapa
https://www.security.cespe.unb.br/pas_09/BoletimDesempenho_2009_1/
2º Etapa
https://www.security.cespe.unb.br/pas_09/BoletimDesempenho_2008_2/
3º Etapa
https://www.security.cespe.unb.br/pas_09/BoletimDesempenho_2007_3/
quarta-feira, 5 de maio de 2010
PAS 2010 - MUDANÇAS
Quem vai fazer as provas do Programa de Avaliação Seriada (PAS) da Universidade de Brasília este ano pode ficar um pouco mais tranquilo quanto ao conteúdo a ser estudado. Os objetos de avaliação não sofreram muitas mudanças em 2010, exceto na segunda etapa, destaca o gerente de interação educacional do Cespe/UnB, Ricardo Gauche.
A lista de obras adotadas na prova da segunda etapa do Subprograma 2009 foi a que teve mais alterações. As listas das músicas e de obras de arte visuais foram completamente modificadas. A canção Billie Jean, de Michael Jackson, está entre os novos objetos de avaliação. Novidades também na lista de livros. Há ainda a inserção de peças de artes cênicas. Com as mudanças, veja o que será cobrado na segunda etapa do PAS – triênio 2009/2011
http://www.correioweb.com.br/euestudante/noticias.php?id=10129
As alterações foram decididas pela comunidade docente das escolas de educação básica – públicas e particulares –, juntamente com docentes da UnB.
Na terceira etapa do Subprograma 2008, foram retirados apenas os livros Saber Cuidar, de Leonardo Boff, e Crítica da Razão Tupiniquim, de Roberto Gomes. As demais obras continuam as mesmas cobradas no Subprograma 2007. "O texto dos objetos de conhecimento da terceira etapa será revisado, quando, então, serão retiradas as respectivas citações, que não terão mais sentido", informa Gauche. Também haverá a divulgação via internet.
Confira o que será cobrado na terceira etapa do PAS – triênio 2008/2010
http://www.correioweb.com.br/euestudante/noticias.php?id=10103
As obras que farão parte da avaliação da primeira etapa do Subprograma 2010 são as mesmas utilizadas na primeira etapa do Subprograma 2009. Veja o que será cobrado na primeira etapa do PAS – triênio 2010/2012
http://www.correioweb.com.br/euestudante/noticias.php?id=10101
Estrutura
As competências e habilidades definidas na atual base da matriz de avaliação do PAS são decorrentes de uma revisão concluída pela comunidade acadêmica em outubro de 2008. Na ocasião, optou-se por privilegiar livros de domínio público. Assim, os candidatos podem fazer download das obras em sites públicos, sem pagar por elas. Há ainda a opção de os imprimirem os livros e distribuir aos estudantes que não têm acesso à internet.
Por enquanto, essas são as únicas informações divulgadas sobre o PAS 2010. De acordo com o gerente do Cespe, provavelmente a divulgação do edital se dê entre os meses de agosto e setembro, como nos anos anteriores. Ainda não há previsão sobre a data das provas.
A estrutura das provas continua a mesma. Por conta da contextualização e interdisciplinariedade, quase todas as questões são precedidas por textos, tabela ou gráfico. O PAS trabalha com quatro tipos de itens. Além dos tipos A (certo e errado) e B (resposta numérica), há itens de múltipla e escolha (tipo C) e itens de resposta construída, aberta (tipo D). Este último pode pedir um esquema, diagrama ou pequeno texto. O valor diferenciado para cada um: A vale X, B vale 2X, C vale 2X e D vale 3X.
Fonte: Eu Estudante. Correio Braziliense.
A lista de obras adotadas na prova da segunda etapa do Subprograma 2009 foi a que teve mais alterações. As listas das músicas e de obras de arte visuais foram completamente modificadas. A canção Billie Jean, de Michael Jackson, está entre os novos objetos de avaliação. Novidades também na lista de livros. Há ainda a inserção de peças de artes cênicas. Com as mudanças, veja o que será cobrado na segunda etapa do PAS – triênio 2009/2011
http://www.correioweb.com.br/euestudante/noticias.php?id=10129
As alterações foram decididas pela comunidade docente das escolas de educação básica – públicas e particulares –, juntamente com docentes da UnB.
Na terceira etapa do Subprograma 2008, foram retirados apenas os livros Saber Cuidar, de Leonardo Boff, e Crítica da Razão Tupiniquim, de Roberto Gomes. As demais obras continuam as mesmas cobradas no Subprograma 2007. "O texto dos objetos de conhecimento da terceira etapa será revisado, quando, então, serão retiradas as respectivas citações, que não terão mais sentido", informa Gauche. Também haverá a divulgação via internet.
Confira o que será cobrado na terceira etapa do PAS – triênio 2008/2010
http://www.correioweb.com.br/euestudante/noticias.php?id=10103
As obras que farão parte da avaliação da primeira etapa do Subprograma 2010 são as mesmas utilizadas na primeira etapa do Subprograma 2009. Veja o que será cobrado na primeira etapa do PAS – triênio 2010/2012
http://www.correioweb.com.br/euestudante/noticias.php?id=10101
Estrutura
As competências e habilidades definidas na atual base da matriz de avaliação do PAS são decorrentes de uma revisão concluída pela comunidade acadêmica em outubro de 2008. Na ocasião, optou-se por privilegiar livros de domínio público. Assim, os candidatos podem fazer download das obras em sites públicos, sem pagar por elas. Há ainda a opção de os imprimirem os livros e distribuir aos estudantes que não têm acesso à internet.
Por enquanto, essas são as únicas informações divulgadas sobre o PAS 2010. De acordo com o gerente do Cespe, provavelmente a divulgação do edital se dê entre os meses de agosto e setembro, como nos anos anteriores. Ainda não há previsão sobre a data das provas.
A estrutura das provas continua a mesma. Por conta da contextualização e interdisciplinariedade, quase todas as questões são precedidas por textos, tabela ou gráfico. O PAS trabalha com quatro tipos de itens. Além dos tipos A (certo e errado) e B (resposta numérica), há itens de múltipla e escolha (tipo C) e itens de resposta construída, aberta (tipo D). Este último pode pedir um esquema, diagrama ou pequeno texto. O valor diferenciado para cada um: A vale X, B vale 2X, C vale 2X e D vale 3X.
Fonte: Eu Estudante. Correio Braziliense.
quinta-feira, 15 de abril de 2010
LEIS DE NEWTON MATERIAL GREF- USP
Material que contém conteúdos do 1º ano do ensino médio.
http://www.if.usp.br/gref/mec/mec2.pdf
http://www.if.usp.br/gref/mec/mec2.pdf
TEXTO PARA OS ALUNOS DO 2º ANO DO COLÉGIO PERPÉTUO SOCORRO
TÍTULO:
COMO O CORPO HUMANO MANTÉM SUA TEMPERATURA DURANTE A REALIZAÇÃO DE UMA ATIVIDADE FÍSICA.
http://www.sbfisica.org.br/fne/Vol9/Num2/a09.pdf
COMO O CORPO HUMANO MANTÉM SUA TEMPERATURA DURANTE A REALIZAÇÃO DE UMA ATIVIDADE FÍSICA.
http://www.sbfisica.org.br/fne/Vol9/Num2/a09.pdf
domingo, 4 de abril de 2010
GABARITO DA LISTA DE DILATAÇÃO TÉRMICA - 2º ANO
1 - B
2 - C
3 - A
4 - A
5 - A
6 - C
7 - Ao ser posta em contato com a água fervente, a garrafa rapidamente se aquece e dilata, o que faz diminuir o nível da água no tubo de vidro. Com o passar do tempo, a temperatura da água no interior da garrafa começa a aumentar, o que faz com que ela se expanda, fazendo o líquido subir pelo tubo. Como o coeficiente de dilatação volumétrica da água é maior do que o do vidro, quando esse termômetro rudimentar atingir o equilíbrio térmico, o volume da água terá aumentado mais do que o do vidro e, portanto, o líquido no tubo estará mais alto do que no início do processo.
8 - B
9 - D
10 - E
11 - CCCCE
12 -
a) 2,2 mm13 - A
b) 6,8 mm
c) 1,2 kcal
14 - B
15 - D
16 - E
17 - C
18 - B
19 - 11
20 - C
21 - D
22 - D
23 - A
24 - C
25 - E
26 - D
27 - A
28 - B
29 - A
30 - A
2 - C
3 - A
4 - A
5 - A
6 - C
7 - Ao ser posta em contato com a água fervente, a garrafa rapidamente se aquece e dilata, o que faz diminuir o nível da água no tubo de vidro. Com o passar do tempo, a temperatura da água no interior da garrafa começa a aumentar, o que faz com que ela se expanda, fazendo o líquido subir pelo tubo. Como o coeficiente de dilatação volumétrica da água é maior do que o do vidro, quando esse termômetro rudimentar atingir o equilíbrio térmico, o volume da água terá aumentado mais do que o do vidro e, portanto, o líquido no tubo estará mais alto do que no início do processo.
8 - B
9 - D
10 - E
11 - CCCCE
12 -
a) 2,2 mm13 - A
b) 6,8 mm
c) 1,2 kcal
14 - B
15 - D
16 - E
17 - C
18 - B
19 - 11
20 - C
21 - D
22 - D
23 - A
24 - C
25 - E
26 - D
27 - A
28 - B
29 - A
30 - A
terça-feira, 30 de março de 2010
Simulação Big BANG
Cientistas responsáveis pelo maior colisor de partículas do mundo, o LHC, informaram nesta terça-feira (30/03) que conseguiram obter choques de prótons geradores de uma energia recorde de 7 TeV (tera ou trilhões de eletron volts), a energia máxima almejada pelo laboratório.
No fim de novembro, o equipamento já havia atingido a marca de 1,18 TeV --posteriormente ainda chegando a 2,36 TeV em 2009--, e com isso já se tornando o acelerador de partículas de energia mais alta do mundo.
"Isto é física em ação, o início de uma nova era, com colisões de 7 TeV", disse Paola Catapano, cientista e porta-voz do Centro Europeu de Pesquisa Nuclear (Cern, na sigla em francês), de Genebra, ao anunciar o experimento.
Os aplausos foram intensos nas salas de controle quando os detectores do Grande Colisor de Hadrons (LHC), instalado na fronteira entre França e Suíça, marcaram o choque de partículas subatômicas a uma velocidade próxima à da luz. O colisor possui um túnel oval de 27 quilômetros de comprimento e custou US$ 10 bilhões.
"Estamos abrindo as portas à Nova Física, a um novo período de descobertas na história da humanidade", disse Rolf Dieter Heuer, diretor geral do Cern.
Cada colisão entre as partículas cria uma explosão que permite que milhares de cientistas vinculados ao projeto em todo o mundo rastreiem e analisem o que aconteceu um nanossegundo depois do hipotético Big Bang original, 13,7 bilhões de anos atrás.
O Cern reativou o LHC em novembro, depois de paralisá-lo nove dias depois do lançamento inicial, em setembro de 2008, quando a máquina se superaqueceu devido a problemas no cabo supercondutor que conecta dois ímãs de refrigeração.
Os cientistas esperam que a grande experiência lance luz sobre mistérios importantes do cosmos, como a origem das estrelas e dos planetas e o que exatamente é a matéria escura.
Agulhas pelo Atlântico
"Alinhar os feixes já é um grande desafio; é como disparar agulhas dos dois lados do Atlântico e esperar que elas colidam de frente no meio do caminho", disse Steve Myers, diretor de aceleradores e tecnologia do Cern.
Os físicos estão se concentrando na identificação do bóson de Higgs --a partícula que recebeu o nome do professor escocês Peter Higgs, que três décadas sugeriu que algo como ela torna possível a conversão da matéria criada no Big Bang em massa.
Tentativas anteriores de encontrar a partícula fracassaram. Segundo os físicos, a presença dela no cosmos permitiu que os escombros gasosos após o Big Bang se transformassem em galáxias, com estrelas e planetas como a Terra.
Os cientistas do Cern também esperam encontrar evidência concreta da matéria escura, que acredita-se ser responsável por cerca de 25% do Universo. Apenas 5% do total do Universo representa material visível, que reflete a luz.
Os pesquisadores, no decorrer dos estudos no LHC, também esperam encontrar prova real da existência da energia escura, que representa os cerca de 70% restantes do cosmos.
Mas o experimento também pode ingressar no mundo da ficção científica, uma vez que as previsões de muitos cosmologistas apontam para a existência de outros universos paralelos e de dimensões além das cinco conhecidas, além de se vislumbrar o que havia antes do Big Bang.
Fonte: Folhaonline
No fim de novembro, o equipamento já havia atingido a marca de 1,18 TeV --posteriormente ainda chegando a 2,36 TeV em 2009--, e com isso já se tornando o acelerador de partículas de energia mais alta do mundo.
"Isto é física em ação, o início de uma nova era, com colisões de 7 TeV", disse Paola Catapano, cientista e porta-voz do Centro Europeu de Pesquisa Nuclear (Cern, na sigla em francês), de Genebra, ao anunciar o experimento.
Os aplausos foram intensos nas salas de controle quando os detectores do Grande Colisor de Hadrons (LHC), instalado na fronteira entre França e Suíça, marcaram o choque de partículas subatômicas a uma velocidade próxima à da luz. O colisor possui um túnel oval de 27 quilômetros de comprimento e custou US$ 10 bilhões.
"Estamos abrindo as portas à Nova Física, a um novo período de descobertas na história da humanidade", disse Rolf Dieter Heuer, diretor geral do Cern.
Cada colisão entre as partículas cria uma explosão que permite que milhares de cientistas vinculados ao projeto em todo o mundo rastreiem e analisem o que aconteceu um nanossegundo depois do hipotético Big Bang original, 13,7 bilhões de anos atrás.
O Cern reativou o LHC em novembro, depois de paralisá-lo nove dias depois do lançamento inicial, em setembro de 2008, quando a máquina se superaqueceu devido a problemas no cabo supercondutor que conecta dois ímãs de refrigeração.
Os cientistas esperam que a grande experiência lance luz sobre mistérios importantes do cosmos, como a origem das estrelas e dos planetas e o que exatamente é a matéria escura.
Agulhas pelo Atlântico
"Alinhar os feixes já é um grande desafio; é como disparar agulhas dos dois lados do Atlântico e esperar que elas colidam de frente no meio do caminho", disse Steve Myers, diretor de aceleradores e tecnologia do Cern.
Os físicos estão se concentrando na identificação do bóson de Higgs --a partícula que recebeu o nome do professor escocês Peter Higgs, que três décadas sugeriu que algo como ela torna possível a conversão da matéria criada no Big Bang em massa.
Tentativas anteriores de encontrar a partícula fracassaram. Segundo os físicos, a presença dela no cosmos permitiu que os escombros gasosos após o Big Bang se transformassem em galáxias, com estrelas e planetas como a Terra.
Os cientistas do Cern também esperam encontrar evidência concreta da matéria escura, que acredita-se ser responsável por cerca de 25% do Universo. Apenas 5% do total do Universo representa material visível, que reflete a luz.
Os pesquisadores, no decorrer dos estudos no LHC, também esperam encontrar prova real da existência da energia escura, que representa os cerca de 70% restantes do cosmos.
Mas o experimento também pode ingressar no mundo da ficção científica, uma vez que as previsões de muitos cosmologistas apontam para a existência de outros universos paralelos e de dimensões além das cinco conhecidas, além de se vislumbrar o que havia antes do Big Bang.
Fonte: Folhaonline
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