quinta-feira, 14 de maio de 2009

NOVO ENEM

Sabe tudo sobre o novo Enem? Confira 20 perguntas e respostas sobre a prova
Simone Harnik

Ana OkadaEm São Paulo

O prazo para as universidades federais aderirem ao novo Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) termina nesta sexta-feira (8). A proposta do MEC (Ministério da Educação) é utilizar o exame como vestibular unificado para as instituições interessadas em todo o país.
A avaliação, que é realizada desde 1998, ganha peso na vida dos estudantes do ensino médio e dos concluintes que buscam vaga no ensino superior federal. Para facilitar sua vida, o UOL Educação elaborou perguntas e respostas sobre a avaliação. Confira:
Por que o Enem mudou?
Segundo o MEC, o vestibular seleciona os melhores estudantes e cumpre sua função. Mas com a unificação dos vestibulares pelo novo Enem, o candidato terá mais chances de ingressar em uma universidade, pois poderá se candidatar a diversas instituições simultaneamente, com diminuição de custos - como o de taxa de inscrição e de viagens para realizar os exames. Além disso, o ministério pretende dar orientações mais claras para mudanças no ensino médio, a partir do novo Enem.

Não era possível unificar os vestibulares com o Enem da forma antiga?
Segundo o MEC, o novo formato de prova tem mais capacidade de diferenciar as habilidades dos candidatos e de selecionar os ingressantes em uma faculdade. A prova tem questões com níveis de complexidade diferentes e poderá ser comparada ano a ano, já que seguirá um padrão.

O novo Enem terá quantas questões?
Serão 200 questões objetivas com cinco alternativas. Até o ano passado, eram aplicados 63 testes de múltipla escolha.

Haverá redação?
Sim. A redação está mantida no novo Enem, no mesmo modelo dissertativo - como já ocorria nas edições anteriores.

Quando será aplicado o novo Enem?
A prova está prevista para os dias 3 e 4 de outubro. A divulgação das notas nas questões de múltipla escolha ocorrerá em 4 de dezembro. O resultado final, incluindo a redação, sai no dia 8 de janeiro de 2010, diz o MEC.

O conteúdo cobrado vai mudar?
A prova continuará a avaliar habilidades e competências. O ministro Fernando Haddad já afirmou que o conteúdo cobrado deverá se aproximar um pouco do que é exigido nos vestibulares. O Enem passará, então, a exigir mais conteúdo do que nas edições anteriores.

Quais serão as matérias avaliadas?
Serão avaliadas quatro áreas do saber: linguagens, códigos e suas tecnologias (incluindo redação); ciências humanas e suas tecnologias; ciências da natureza e suas tecnologias; e matemática e suas tecnologias. Cada uma das áreas deverá ter cerca de 50 testes.

Como devo me preparar para o novo Enem?
Segundo o MEC, quem está se preparando para o Enem antigo e para os vestibulares não terá problemas na resolução da nova prova.

Vai ser preciso saber fórmulas de física e química?
De acordo com o MEC, a intenção é diminuir e até mesmo acabar com a "decoreba". As questões deverão fornecer as fórmulas necessárias. Isso não significa que a pergunta vai ficar mais fácil! Será necessário ter bom conhecimento das disciplinas e saber, de verdade, utilizar as fórmulas.

Será preciso estudar datas históricas?
Pela proposta, a ideia não é cobrar conhecimento enciclopédico. Ou seja, os testes não deverão conter pegadinhas sobre anos ou dias de determinados fatos históricos. O que será cobrado do candidato é o conhecimento aprofundado da história, da relação entre os fatos e as implicações do conhecimento do passado no presente.

A prova terá atualidades?
Os vestibulares tradicionais e o próprio Enem antigo costumam cobrar atualidades de maneira contextualizada. Ou seja, as atualidades servem como "gancho" para formular um teste ou para o tema da dissertação. Sempre é bom estar informado, para ter facilidade ao elaborar relações entre conteúdos e construir argumentos em um texto.

O exame terá questões de inglês?
Em 2009, a prova não terá perguntas de língua estrangeira. Para 2010 são previstas perguntas de inglês e espanhol. O MEC ainda não definiu se o candidato poderá fazer a escolha entre um ou outro idioma.

Como as faculdades vão utilizar o novo Enem?
O MEC definiu quatro formas de utilização do novo Enem na seleção de estudantes. São elas:1- usar o Enem como prova única para a seleção de ingresso;2- substituir apenas a primeira fase do vestibular pelo Enem;3- combinar a nota do Enem com a nota do vestibular tradicional. Nesta modalidade, a universidade fica livre para decidir um percentual do Enem que será utilizado na média definitiva;4- usar o Enem como fase única apenas para as vagas ociosas da universidade.

Terei de escrever de acordo com as novas regras ortográficas?
Não. Segundo o decreto que regulamenta o acordo ortográfico, é possível escrever de acordo com a norma antiga até 2012. Os examinadores terão de aceitar as duas grafias.

Posso me candidatar a quantas faculdades com o novo Enem?
Será permitido que o vestibulando escolha até cinco opções de cursos em instituições de todo o país que aderirem à prova. É permitido escolher diferentes cursos em instituições distintas.
Universidades particulares e estaduais poderão adotar o novo Enem?Sim. A adoção é aberta para as instituições que tiverem interesse. USP (Universidade de São Paulo) e Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) já informaram que não vão trocar seus vestibulares pelo novo Enem de 2009.

Como será a inscrição para os vestibulares?
O MEC vai criar um sistema na internet para a realização das inscrições. Será um sistema semelhante ao que já é usado no Prouni (Programa Universidade para Todos), que concede bolsas de estudo em universidades particulares. O processo todo será realizado pela internet.

Como sei se minha nota no Enem 2009 é suficiente para conquistar uma vaga?
O MEC informa que a nota mínima para ingresso em cada curso será atualizada diariamente, em tempo real. Assim, o candidato poderá saber se tem pontos suficientes para conquistar a vaga. Se não tiver, poderá modificar sua escolha quantas vezes desejar, até que termine o prazo de opção.
Como o ensino médio muda, depois do novo Enem?
É no ensino médio que os interessados em fazer uma faculdade se preparam. Se o processo seletivo de ingresso nas universidades mudar, as escolas terão de ensinar os estudantes. Assim, por conta de uma mudança na avaliação, o MEC pretende que ocorram mudanças no sistema de ensino.

Se o Enem quer pautar o ensino médio, quem já fez colegial terá mais dificuldade para fazer a prova?
Como a prova não exigirá domínio de conteúdos de memorização, mesmo quem já se formou poderá ter um bom desempenho. Mas a avaliação vai exigir capacidade de relacionar fatos, de aplicar conhecimentos das disciplinas e habilidades de interpretação de texto, gráficos e problemas.

segunda-feira, 4 de maio de 2009

OBRAS PARA O PAS E VESTIBULARES

Leia os livros das listas dos vestibulares de 2010 - PORTAL: EU, ESTUDANTE

Confira aqui a íntegra dos livros de domínio público exigidos por várias universidades brasileiras para os vestibulares de 2010. Além de ler as obras aqui no site, você pode baixá-las para o seu computador.

PAS UnB 1ª etapa do subprograma 2009/2011 A Alma Encantadora das Ruas - João do Rio A Pele do Lobo - Artur Azevedo

2ª etapa do subprograma 2008/2010 Alegoria da caverna - Platão Dom Casmurro - Machado de Assis Discurso do Método - Renê Descartes Germinal - Émile Zola

3ª etapa do subprograma 2007/2009 Manifesto Comunista - Marx e Engels

PUC - Pontifícia Universidade de São Paulo O Cortiço - Aluísio Azevedo Dom Casmurro - Machado de Assis

Fuvest e Unicamp A Alma Encantadora das Ruas - João do Rio Cartas Chilenas - Tomás Antônio Gonzaga A Pele do Lobo - Artur Azevedo O Cortiço - Aluísio Azevedo Auto da Barca do Inferno - Gil Vicente Dom Casmurro - Machado de Assis Memórias de um sargento de milícias - Manuel Antonio de Almeida Iracema - José de Alencar A cidade e as Serras - Eça de Queirós

FURG – Fundação Universidade Federal do Rio Grande Lira dos Vinte Anos - Álvares de Azevedo Iracema - José de Alencar Quincas Borba - Machado de Assis Sarças de fogo - Olavo Bilac Contos Gauchescos - João Simões Lopes Neto

UFRGS - Universidade Federal do Rio Grande do Sul Lucíola - José de Alencar Memórias Póstumas de Brás Cubas - Machado de Assis O primo Basílio - Eça de Queirós Pai contra mãe - Machado de Assis Capítulo dos chapéus - Machado de Assis

UFCG - Universidade Federal de Campina Grande 1º e 2º anos Os Bruzundangas - Lima Barreto 3º ano Papéis Avulsos - Machado de Assis Recordações do escrivão Isaias Caminha - Lima Barreto

UFBA - Universidade Federal da Bahia Senhora - José de Alencar As vítimas algozes - Joaquim Manuel de macedo

UFPR - Universidade Federal do Paraná Dom Casmurro - Machado de Assis Inocência - Visconde de Taunay

UFES - Universidade Federal do Espírito Santo Auto da Barca do Inferno - Gil Vicente Quincas Borba - Machado de Assis

UFG - Universidade Federal de Goiás Memórias de um sargento de milícias - Manuel Antonio de Almeida As primaveras - Casimiro de Abreu O demônio familiar - José de Alencar

UFMS - Universidade Federal de Mato Grosso do Sul O Cortiço - Aluísio Azevedo

UFPB - Universidade Federal da Paraíba PSS 1 Cartas Chilenas - Tomás Antônio Gonzaga PSS 2 Quincas Borba - Machado de Assis Casa de Pensão - Aluísio Azevedo PSS 3 Para inscritos no PSS 1 Cartas Chilenas - Tomás Antônio Gonzaga

UFPI - Universidade Federal do Piauí PSIU 1ª série Inocência - Visconde de Taunay PSIU 2ª série O crime do Padre Amaro - Eça de Queirós O Cortiço - Aluísio Azevedo Lira dos Vinte Anos - Álvares de Azevedo

UFRR - Universidade Federal de Roraima 2ª fase: Memórias de um sargento de milícias - Manuel Antonio de Almeida 3ª fase: A Ilustre casa de Ramires - Eça de Queirós

UFS - Universidade Federal do Sergipe 1ª série Os Bruzundangas - Lima Barreto 2ª série Cartas Chilenas - Tomás Antônio Gonzaga Marília de Dirceu - Tomás Antônio Gonzaga Mensagem - Fernando Pessoa

UFSC - Universidade Federal de Santa Catarina Iracema - José de Alencar

NOVO ENEM

NOVO ENEM

Prova sem idiomas surpreende alunos e professores
DISCUSSÃO ATROPELADA - A retirada da língua estrangeira da prova foi informada pelo presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Anísio Teixeira, Reiynaldo Fernandes, em seminário sobre o vestibular unificado realizado na Universidade de Brasília no dia 29 de abril. Sociologia e Filosofia também estarão de fora. De acordo com Fernandes, não há tempo para a elaboração da matriz das disciplinas, que orientam sobre conteúdo e níveis de cobrança. Em 2010, as matérias serão inclusas.
A exclusão da disciplina demonstra a forma atropelada com que a proposta do novo Enem está sendo apresentada, segundo a gerente de Ensino Médio da Secretaria de Educação do DF, Penha Júlia Souza. “O que vemos é um despreparo”, disse. Contudo, ela defende mudanças no modelo de seleção atual. “Repensar o sistema é fundamental. O ensino médio acabou a reboque do vestibular e abarrotado de conteúdos que nem sempre priorizam o aluno.”
Reitores, entretanto, acreditam que o problema não inviabiliza a realização do vestibular unificado este ano. Da Universidade Federal da Bahia, o reitor Naomar Monteiro de Almeida Filho diz que a retirada das matérias não atrapalhará em nada a seleção de candidatos qualificados. A instituição adotou o modelo para preencher parte das vagas disponíveis. “Não há mudanças para a gente, já utilizávamos o exame, sem idiomas.”
Almeida integra o Comitê de Governança montado para acompanhar a implantação do vestibular unificado. O grupo, formado por reitores e secretários estaduais de educação, sabia da dificuldade em incluir língua estrangeira na prova. O Inep utilizará a matriz de conteúdo do Encceja - o Exame Nacional para Certificação de Competências de Jovens e Adultos - para fazer a avaliação. O Encceja não cobra idiomas, nem Sociologia e Filosofia. O problema, entretando, não foi levado às reuniões do conselho pleno da Andifes, Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior.
A mudança na prova não atrapalhará a decisão da Universidade Federal do Rio de Janeiro, segundo o reitor Aluísio Teixeira. O conselho da instituição vai deliberar sobre a adesão ao novo Enem no dia 6 de maio. A proposta que será votada utiliza o vestibular unificado apenas como primeira fase. “A ideia é aproveitar as provas objetivas do exame e aplicaremos depois provas de redação e específica, inclusive idiomas.”
O reitor da Universidade de Brasília, José Geraldo de Sousa Jr., acredita que a avaliação de idiomas é um elemento importante na seleção, mas não impede o andamento do projeto. “Talvez seja o tributo a pagar para a sua implantação”, ponderou. O Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão da instituição vai deliberar sobre a adesão ao novo Enem no dia 7 de maio.
O prazo final estipulado pelo Ministério da Educação para as universidades informarem se participarão do vestibular unificado vai até 8 de maio. O novo Enem deve ser realizado nos dias 3 e 4 de outubro e a expectativa é que 4 milhões de pessoas façam o exame. Todas as redações serão corrigidas, uma vez que a prova tem o intuito de avaliar o ensino médio e não só selecionar para as universidades.

quinta-feira, 23 de abril de 2009

VESTIBULAR UNB

Vestibular traz mais vagas e cursos
Na segunda edição do processo seletivo da UnB em 2009, candidatos irão concorrer a 3.280 vagas nos quatro campi da universidade


O 2º Vestibular de 2009 da Universidade de Brasília traz boas novidades para os estudantes. A primeira delas é o número total de vagas, que aumentou para 3.280 – 552 a mais do que no último vestibular –, sendo 652 para o Sistema de Cotas e 2.628 para o Sistema Universal. A outra é o número de cursos oferecidos pela UnB, que ganhou mais nove opções e agora totalizam 82. São eles: Ciências Ambientais, Engenharia de Computação, Engenharia de Produção, Geofísica, Gestão de Políticas Públicas, História – Licenciatura, Museologia, Música – Licenciatura e Letras – Tradução – Espanhol.
As inscrições começam no dia 30 de abril e vão até 21 de maio. Os interessados em concorrer a uma vaga devem acessar www.cespe.unb.br/vestibular/2vest2009 para se inscrever. A taxa de inscrição custa R$ 80,00 e deve ser paga até o dia 22 de maio. No ato da inscrição, cada candidato deverá optar por campus (Ceilândia, Gama, Planaltina ou Plano Piloto), sistema, curso, turno e opção de língua estrangeira.
INCLUSÃO – Para os candidatos que concluíram pelo menos duas séries do ensino médio em regiões abrangidas pelo processo de inclusão e vão disputar uma vaga nos campi de Ceilândia, Gama e Planaltina, o resultado da prova objetiva para aqueles que não forem eliminados será multiplicado por 1,2. As regiões participantes do processo podem ser conferidas no edital de abertura, no site do Cespe.
Quem se encaixar no perfil citado acima deve entregar ou enviar, até 22 de maio, para a Central de Atendimento do Cespe (Campus Universitário Darcy Ribeiro, Asa Norte, Brasília/DF, Caixa Postal 4488, CEP 70904-970), históricos escolares das séries do ensino médio concluídas na região, acompanhados de declaração ou certificado da escola que ateste que o estudante realizou as séries citadas no local.

terça-feira, 31 de março de 2009

PAS 2009

Novas cobranças no PASPRISCILLA BORGES DA EQUIPE DO CORREIO
Iano Andrade/C/D.

Durante quase um ano, educadores interessados nos debates postaram sugestões em um blog da Gerência de Interação Educacional do Cespe, se encontraram periodicamente e definiram quais serão as obras sugeridas para auxiliar as escolas na construção das competências e habilidades consideradas essenciais para cada ano do ensino médio. No mês de outubro, mais uma revisão da Matriz de Objetos de Avaliação do PAS foi concluída. Isso significa que novas obras — sejam elas literárias científicas, filosóficas, sociológicas, musicais, artísticas — foram definidas para a 1ª etapa do Subprograma 2009. Em um processo democrático, professores de diversas escolas definiram junto com os docentes da UnB o que será avaliado nas provas do PAS que ocorrerão no ano que vem. Os professores decidiram privilegiar durante a seleção dos livros, a partir de agora, aqueles que são de domínio público. Com a medida, os estudantes poderão fazer download dessas obras em sites públicos e não pagarão nada por elas. Os colégios também podem imprimir os livros e distribuir aos estudantes que não possuem acesso à internet. Os que preferirem podem ler os textos no computador. Apenas um dos livros escolhidos para o subprograma 2009 — Almanaque Brasil Socioambiental 2008 — não está nessa condição. Ele custa R$ 38, mas a idéia é que ele seja utilizado nas três séries a partir do ano que vem. “Primeiro, os estudantes de escola pública conquistaram a gratuidade das inscrições. Agora, essa medida é uma nova conquista para a maioria, que possui um poder aquisitivo pequeno e uma obra de R$ 25 pesa no orçamento.Acreditamos que os alunos se sentirão ainda mais estimulados a participar”, analisa Sônia Cotrim, professora de língua portuguesa do Centro de Ensino Médio 2 de Ceilândia. Os alunos da escola aprovaram a decisão dos professores. Para eles, ficará mais fácil ler as obras. Layssa Carolyne Amaral Viana, 14, Layza Chrystiane Seabra de Almeida, 15, Jonatas Ramon, 16, e Daniel Rodrigues, 15, dependem da disponibilidade dos livros na biblioteca da escola ou do empréstimo dos colegas para lerem todas as obras indicadas. Poucas vezes eles compram alguma delas. “Não comprei nenhum. Pego os livros emprestados com uma vizinha ou nas bibliotecas”, admite Layssa. Ednéia Guimarães, 41, aluna da 2ª etapa no turno da noite, já utiliza o portal Domínio Público, que possui diversos livros disponíveis para download gratuito. Porém, como não há todos os títulos exigidos no site, também depende do auxílio da biblioteca. Com a novidade, os alunos acreditam que ninguém deixará de fazer as leituras recomendadas. "É importante porque nem todo mundo tem condições de comprar os livros”, analisa Layza. Para os estudantes, a prática de recomendar obras para leitura, feita pelo PAS, facilita a rotina de estudos. “A gente não precisa tentar adivinhar o que querem que a gente saiba. E podemos nos focar no que realmente interessa”, opina Daniel. Sônia e os colegas Edivaldo Monte, professor de filosofia e sociologia, e Dora Sampaio, professora de sociologia, admitem que a abordagem dos conhecimentos no PAS forçou os professores a mudar de postura. A necessidade de trabalhar de forma interdisciplinar abriu o diálogo entre os educadores e os fez voltar a estudar. “Acabou aquela idéia de que só o professor de literatura tinha que trabalhar uma obra com os alunos. Percebemos que outras disciplinas podem contribuir para o processo”, destaca Edivaldo.
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